
"O impacto deve ser significativo. Trata-se de uma medida muito boa", afirma Romano.
Ela ressalta que o governo tem incentivado tanto o mercado imobiliário como o segmento de construção e reformas. "O efeito deverá ser maior na classe C, e o crescimento deve ficar entre 0,5% e 1%", diz.
Segundo as regras do pacote, o financiamento poderá ser de até R$ 20 mil por tomador, que precisa ser o proprietário do imóvel a ser reformado (que não pode ultrapassar o teto de R$ 500 mil), ter conta no FGTS e vínculo empregatício ativo. Não há limite de renda para o pedido do financiamento. O prazo de amortização é de 120 meses e os juros giram em torno de 12% ao ano.
Para o presidente da Abramat, Walter Cover, o consumo deve aumentar. "A medida é bem oportuna, uma vez que existe uma demanda reprimida de reformas e construções", avalia. Ele destaca que muitos que não pensavam no assunto já cogitam a possibilidade.
(Fonte: DCI - 16/01/2012)
Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil
A água é para o século 21 como o petróleo era para o século 20, é o que estamos acostumados a ouvir. Não há mais dúvidas que a água é um tesouro que precisa ser prioritário nas políticas de gestão dos países e que sim, ela já começou a ser motivo de guerras assim como o petróleo é há tantas décadas.
Países como a China, superpopulosos e com recursos naturais cada vez mais escassos, já buscam recursos hídricos de qualidade nos seus vizinhos, a exemplo da região dos Himalaias tibetanos.
Porém, o alerta soado por ativistas ao redor do mundo, mascarado por campanhas publicitárias e políticas, é da corrida de grandes investidores para se apoderar das reservas de água potável nos países mais pobres.
“Rios inteiros foram comprados por corporações… O setor privado viu que o mundo ia para uma crise da água e está se movimentando”, enfatizou a ativista canadense de direitos humanos Maude Barlow, autora do livro “Água, o Ouro Azul”.
Fundadora do projeto Blue Planet Project (Projeto Planeta Azul), ela é chefe do Council of Canadians, a maior organização canadense de militância pública. Entre 2008 e 2009 atuou como consultora-sênior em água do presidente da 63ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Por seu trabalho no movimento pela justiça da água recebeu o prêmio sueco Right Livelihood Award (o “Nobel Alternativo” do Meio Ambiente).
Há décadas envolvida com movimentos sociais, Barlow luta pelo reconhecimento da resolução de 2010 da Assembléia Geral das Nações Unidas que declara o acesso à “água potável e segura e ao saneamento” como um direito humano.
Atualmente quase dois bilhões de pessoas vivem em áreas com acesso restrito à água e 3 bilhões não têm água corrente dentro de um quilometro das suas residências. A cada oito segundos uma criança morre de doenças relacionadas à água contaminada.
“Não é nenhum exagero dizer que a falta de acesso à água potável é a maior violação dos direitos humanos no mundo”, ressaltou.
A privatização da água que Barlow enfatiza acontece quando o seu uso é comercializado por grandes empresas através da obtenção de concessões do governo. O resultado é que elas acabam “negando acesso às pessoas que não têm condições de pagar”.
“A água é uma commodity, parte do patrimônio da humanidade ou um direito humano?”, questiona. Economistas alegam que o comércio pode incentivar maior eficiência na distribuição da água.
Ela cita o exemplo da Austrália, primeiro país a instaurar um sistema de comércio da água já a partir de 1982 nos estados do sul.
Entre 2008 e 2009, o mercado australiano de licenças para uso de água teve negociações da ordem de A$ 2,74 bilhões, um aumento de 70% em relação ao ano anterior (Comissão Nacional da Água, 2009). O sistema crescente envolve bolsas de valores, advogados e corretores.
O valor da água aumentou muito nos últimos anos na Austrália. Em 1990, o valor de uma licença permanente no estado de South Australia era de cerca de A$ 50-100 por megalitro e alcançou uma alta de cerca de A$ 2.600 em 2007. Desde então, o valor caiu levemente, com o governo pagando agricultores (que possuem as licenças de uso) cerca A$ 2.075 o megalitro em 2010. Estas concessões serão convertidas em “títulos ambientais” controlados pelo governo federal.
Barlow denuncia que na Austrália, empresas do agronegócio começaram a comprar as concessões dos pequenos agricultores e o preço da água explodiu, sendo que agora até mesmo o governo tem dificuldades de compra-la novamente.
Outros países que têm esquema de comércio da água são Estados Unidos, África do Sul, Espanha (nas Ilhas Canárias) e Chile. Neste último, compradores e vendedores podem executar negociações em curto prazo de volumes específicos, concessões anuais ou vendas permanentes.
Especialistas alegam que em nenhum lugar do mundo o sistema de venda de água é tão permissivo e com supervisão ínfima do governo como no Chile, onde os direitos à água são propriedade privada desde 1981, durante e ditadura militar.
No norte do país, produtores rurais competem com empresas de mineração na captação dos rios e escassos recursos hídricos, deixando cidades como Quillangua a míngua, denuncia o jornal The New York Times. A população atual da cidade agora é de cerca de um quinto do que era há duas décadas, apenas 120 habitantes.
Brasil
O apelo de Barlow recai sobre a nossa responsabilidade no cuidado sobre as águas em território brasileiro e especialmente na gestão das reservas hídricas transfronteiriças, como o Aqúifero Guarani. Ela esteve em Florianópolis na última quarta-feira (9) para o I Congresso Internacional “O futuro da água no Mercosul”.
“Vocês estão sentados sobre um vasto recurso hídrico, um tesouro em um mundo onde a demanda aumenta e a oferta diminui, isto é geopoliticamente cada vez mais importante”, comentou Barlow.
A necessidade de manejar adequadamente as atividades que se desenvolvem sobre a área do Aquífero Guarani, levando em conta não apenas a quantidade consumida, mas também a poluição gerada (fertilizantes, agroquímicos, esgoto) é urgente.
“Sofremos com o mito da abundância e isto é errado. Estudos indicam que até mesmo os Grandes Lagos (fronteiro Estados Unidos/Canadá) podem secar em 80 anos, então o Guarani também pode. Não existe aquífero seguro quando as águas superficiais estão sendo poluídas”.
Ela enfatiza que a sua maior preocupação é que o Guarani seja dominado pelas grandes corporações com o argumento que os governos não dão conta e apenas o setor privado pode cuidar da água. Este fato fica transparente quando olhamos para o setor de biocombustíveis, “BP e Shell estão vindo para o Brasil e vão precisar de muita água”, alerta.
“Este aqüífero vai virar uma commodity como o óleo e o gás e será colocado a venda… O setor privado tem o seu papel, mas não pode governar, pode sim construir a infraestrutura, mas a gestão tem que ser pública”.
No Brasil a Política Nacional de Recursos Hídricos coloca a água como um bem de domínio público, um recurso natural limitado, porém dotado de valor econômico.
Bem comum
A água é um bem comum da humanidade e das futuras gerações, ninguém pode se apropriar dela, pois deve ser compartilhada e protegida, defende Barlow.
Ela aponta como um exemplo bem sucedido o modelo de gestão assumido pelo estado norte-americano de Vermont, onde a água é um bem público servindo a comunidade, garantindo que a prioridade é o abastecimento das pessoas, não do setor privado.
Outra iniciativa de sucesso segundo Barlow são as constituições de Bolívia e Equador.
“A constituição do Equador é a constituição da Água, têm uma concepção biocêntrica, atribui direitos à natureza, que é tradada como um ente coletivo de direitos”, comentou o professor Doutor da Universidade Federal de Santa Catarina Antonio Carlos Wolkmer.
“Já a constituição na Bolívia, o estado plurinacional representa mais de 30 etnias em um novo modelo de política que transcende o Estado nacional”, completou Wolkmer.
A partir da resolução A/HRC/15/L.14 da ONU, a água se tornou um Direito Humano, portanto os países têm o dever de formatar planos para suprir quem não tem acesso à ela.
Neste contexto, Barlow defende que a região do Guarani e do Rio da Prata sejam declarados como “Bioregião Protegida”, assim como a Grande Barreira de Corais e o Serenguetti.
Cada biorregião tem características peculiares como clima, vegetação, recursos hídricos, topografia, solo, fauna e comunidades humanas, seu conceito é comumente utilizado para fins de gestão ambiental, por dar ênfase à proteção da natureza. Está, portanto, diretamente relacionado aos conceitos de sustentabilidade e de ética ambiental.
Barlow lembra uma frase de Martin Luther King:
“A legislação não modificará o coração, mas restringirá os sem coração (tradução literal)”.
Fonte: Mercado Ético
Inovação e sustentabilidade no mix de produtos da Ondapluv na Construir Minas
10/06/2012
Genuinamente mineira, a Ondapluv já completou 30 anos de história tendo iniciado suas atividades com a produção e comercialização de calhas comuns. Mas, hoje, é a única empresa no Brasil a vender uma linha especial de calhas e rufos diferenciada de todas as outras. A característica que destaca a linha no mercado é o fato de os produtos serem ondulados, uma vantagem que merece atenção.
Por conta do sucesso dos produtos com essa especificação, a empresa mudou de nome há 7 anos, quando passou a ser conhecida no mercado por Ondapluv, é com essa marca que participa da Construir Minas, a cada ano ampliando sua clientela e reforçando o nome da empresa para um público qualificado na construção civil.
Além de disponibilizar para o mercado um produto tão vantajoso, a Ondapluv investe em soluções sustentáveis para a captação, desvio e condução de água da chuva: “Costumamos dizer que fazemos a primeira parte do aproveitamento da água da chuva e, com isso, incentivamos que o cliente inicie o processo”, lembra o supervisor de vendas Márcio Luís.
Os produtos da linha são inovadores e ainda pouco utilizados no Brasil. Na feira a empresa lançou o condutor em chapa ondulada, que é mais rígido e durável, além de ser mais bonito que outros similares. “Viemos para a Construir Minas com todo o nosso mix para apresentar para o mercado mineiro”, enfatiza Marcio.
Conheça mais sobre a linha de produtos em www.ondapluv.com.br
Fonte: Construir Minas 2011
O setor da construção é de grande importância para o desenvolvimento de um país, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista social.
No Brasil, a importância deste setor para a economia pode ser mensurada por sua participação no PIB nacional: 13,7% das riquezas geradas no país provêm do setor da construção.
De modo geral, a cadeia produtiva da construção pode ser segmentada em quatro principais grupos: indústria de produção de bens, indústria da construção, comércio de material de construção e serviços especializados.
Dentro desta cadeia, o comércio de material de construção representa 14% do total, contribuindo com 1,9% do PIB nacional.
O desempenho do comércio de material de construção
Impulsionado pelo bom desempenho do setor imobiliário ocorrido nos últimos anos, o faturamento do varejo de material de construção também tem apresentado resultados acima da média.
Entre 2003 e 2008, este setor do varejo cresceu 117%, ficando acima tanto do crescimento nominal do PIB (78% no mesmo período) quanto do crescimento total do varejo (106% entre 2003 e 2008).
Em 2011, a estimativa feita pelo IBOPE Inteligência é que o setor irá disputar um mercado potencial de R$ 76,4 bilhões.
O potencial de consumo estimado para o varejo de material de construção tem como origem famílias de diferentes padrões econômicos.
O segmento de maior peso e que deverá gerar o maior volume de consumo e vendas são as famílias de classe B.
As famílias deste perfil econômico têm renda média mensal de aproximadamente R$ 7.500 por mês e representam 23,5% do total de domicílios urbanos em todo o país.
A estimativa é que este grupo seja responsável por 43% do faturamento do setor, o que representa em valores financeiros $ 33 bilhões no ano.
Para atender este mercado potencial, o varejo de material de construção conta atualmente com 135 mil estabelecimentos comerciais, a maior parte (68%) são pequenos estabelecimentos com quatro funcionários ou menos, o que mostra o quão pulverizado ainda é este setor.
Região Sudeste - o maior volume
A maior parte do mercado varejista de material de construção encontra-se na Região Sudeste. Os quatro estados que compõem esta região concentram 54,5% do potencial de consumo e 48% dos estabelecimentos comerciais.
E, além de ser um mercado de volume, este é também um mercado qualificado: a renda média das famílias na Região Sudeste é 23% superior a média nacional. Não por acaso, é nesta região que está instalada a maior parte das lojas no formato “home center” existentes no país.
Região sul - maior concorrência
A Região Sul apresenta um potencial de consumo para material de construção da ordem de R$ 13,1 bilhões, que é disputado por 27 mil estabelecimentos comerciais.
Trata-se de uma região de forte concorrência, o que pode ser comprovado pela produtividade do mercado: R$ 480 mil para cada estabelecimento comercial, valor que está 15% abaixo da média nacional, que é de R$ 567 mil para cada estabelecimento.
Região Norte e nordeste - mercado potencial no segmento de baixa renda
As Regiões Norte e Nordeste contam com uma população de 70 milhões de habitantes (36% da população total do país), mas apenas 20% do potencial de consumo de material de construção está localizado nestas duas regiões.
Este é um mercado em desenvolvimento, com muito espaço para crescimento, mas que ainda apresenta maior oportunidade para os produtos que têm como foco o consumidor de baixa renda.
Não por acaso, o número de pequenas lojas de material de construção é proporcionalmente maior nesta região (72%) do que o observado no total do país (68%).
Região Centro-oeste mercado promissor
Sob vários aspectos a Região Centro-Oeste pode ser considerada um mercado promissor para o setor de material de construção:
1. O perfil de renda da população é o segundo mais alto do Brasil;
2. A região apresenta a maior taxa de crescimento de novos domicílios em todo o país;
3. É um mercado de média concorrência, a relação entre demanda e oferta está próxima da média nacional.
Porém, do ponto de vista de volume, a Região Centro-Oeste ainda é um mercado de pequeno porte, apenas 8% do potencial de consumo para material de construção do país provém desta região.
Mesmo assim, de olho no futuro, grandes redes como a francesa Leroy Merlin já se instalaram na região e o esperado é que outras empresas do setor façam o mesmo.
Perspectivas do futuro
A atual conjuntura econômica tem favorecido bastante o varejo de material de construção. O aumento crescente da oferta de crédito para o setor imobiliário, aliado ao aumento real da renda do trabalhador e às baixas taxas de desemprego, impulsionou o setor nos dois últimos anos e deve mantê-lo aquecido também em 2011.
O maior desafio, no entanto, está na profissionalização das empresas deste mercado.
Há alguns anos havia a expectativa que o varejo de material de construção seguisse os passos do ramo supermercadista, passando por um processo de profissionalização que resultaria no surgimento de grandes operadores de atuação nacional.
Isto não aconteceu e o mercado ainda é dominado por pequenas empresas, muitas das quais ainda operam na informalidade.
Fonte: IBOPE
O Projeto de Lei 126/2010, do vereador Souza Santos, que foi aprovado em primeira votação e tramita na Câmara Municipal de São Paulo/SP, determina que os novos condomínios residenciais que sejam construídos na cidade façam uso de alternativas tecnológicas “ambientalmente sustentáveis”.
Em resumo o projeto ordena que as novas obras dêem preferência à utilização de tecnologias como lâmpadas de alta eficiência para iluminação em áreas comuns e sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos e de óleo comestível.
No que tange à gestão de água nas edificações, a proposta torna obrigatória a utilização de sistemas de reuso e de aquecimento termo-solar de água, bem como a adoção de bacias sanitárias com volume de descarga reduzida, torneiras e válvulas de fechamento automático em lavatórios, sistema de gestão de águas da chuva (captação, retenção, armazenamento e utilização) e sistema de tratamento de efluentes que reutilize água em finalidades não-potáveis.
Para atender o projeto, os equipamentos deverão atender às determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo a proposta, o uso de água para finalidades não-potáveis ficará subordinado às normas sanitárias vigentes e as condições técnicas específicas estabelecidas pelos órgãos competentes.
Caso o projeto seja aprovado em segunda votação e sancionado pelo Executivo, os novos condomínios a serem construídos em São Paulo deverão atender às novas normas para obter alvará de construção.
A proposta prevê aplicação de notificações preliminares em casos de descumprimento de qualquer das novas normas e multa em caso de reincidência. O texto já votado pelos vereadores não fixou valores nem estabeleceu que órgão deverá aplicar as penalidades.
Fonte: Revista Sustentabilidade
Duas equipes de astrônomos descobriram o maior e mais distante reservatório de água já detectado no universo.
A água, o equivalente a 140 trilhões de vezes toda a água dos oceanos da Terra, está ao redor de um enorme buraco negro do tipo quasar, a mais de 12 bilhões de anos-luz de distância.
"O ambiente em torno deste quasar é único na medida que está produzindo essa enorme massa de água", disse Matt Bradford, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. "É mais uma demonstração de que a água está presente em todo o universo, mesmo nos tempos mais antigos."
Um quasar é alimentado por um enorme buraco negro que consome de forma constante um disco de gás e poeira ao seu redor. Conforme consome essa matéria, o quasar expele grandes quantidades de energia.
Os dois grupos de astrônomos estudaram um quasar chamado APM 08279+5255, que abriga um buraco negro 20 bilhões de vezes mais maciço do que o Sol e produz uma quantidade de energia equivalente a mil trilhões de sóis.
Os astrônomos já esperavam que o vapor de água estivesse presente no universo primordial, mas nunca tinham detectado essa água tão longe antes. Há vapor de água na Via Láctea, embora a quantidade total seja 4.000 vezes menor do que no quasar agora estudado, porque a maioria da água da Via Láctea está na forma de gelo.
O vapor de água é importante para revelar a natureza do quasar. Neste quasar em particular, o vapor de água está distribuído ao redor do buraco negro em uma região gasosa que abrange centenas de anos-luz de tamanho.
Sua presença indica que o quasar está inundando o gás ao seu redor com raios-X e radiação infravermelha, e que o gás é extremamente quente e denso mesmo para os padrões astronômicos.
Ainda que "quente e denso" seja algo muito relativo: o gás está a -53 grau Celsius e é 300 trilhões de vezes menos denso do que a atmosfera da Terra.
Apesar disso, ele é cinco vezes mais quente entre 1 e 10 vezes mais denso do que o gás típico de galáxias como a Via Láctea.
Medições do vapor de água e de outras moléculas, como o monóxido de carbono, sugerem que há gás suficiente para alimentar o buraco negro até que ele cresça até seis vezes seu tamanho atual.
Se isso vai ou não acontecer não está claro, afirmam os astrônomos, uma vez que parte do gás pode acabar condensando-se em estrelas, ou pode ser expulso do quasar.
Fonte: Inovação Tecnológica
Engenheiros ambientais ensinam a captar água da chuva em curso no ES. A água reaproveitada serve para lavar carro e até na descarga sanitária.
A água da chuva pode ser reaproveitada nas residências para fins não potáveis, como por exemplo regar jardins, lavar roupas, veículos e pisos. Nas novas edificações, a água que vem do céu está sendo projetada para a descarga da bacia elétrica, o que pode gerar economia e combater as enchentes.
Para explicar como o sistema pode ser adquirido, a Associação Brasileira de Engenharia sanitária e Ambiental (Abes) ministra, nesta semana, curso na sede do Crea em Vitória.
Segundo o engenheiro civil e ambientalista Ricardo Franci, em entrevista ao Bom dia ES, o sistema chegou ao Espírito Santo há cinco anos. Na capital, vários síndicos estão procurando soluções para aproveitar a água da chuva. "É uma questão de viabilidade econômica. Se for um lava-jato ou qualquer empresa coorporativa, o retorno no investimento pode acontecer em cinco anos. Já em um residência familiar, o valor investido será em torno de R$ 5 mil, e o retorno vem em dez anos", contou Franci.
Ricardo Franci explicou que o sistema de captação da água é completa nos telhados, com calhas, condutores e filtros autolimpantes. Disse ainda que as cisternas devem ser cobertas para evitar larvas.
O ambientalista disse que em vários municípios do Brasil já tem uma legislação para coletar a água da chuva para evitar inundações. "É uma ferramenta muito importante, já que de acordo com levantamentos da Abes, pode acontecer um estresse hídrico em 2020 na Grande Vitória, e os rios Jucu e Santa Maria terão dificuladade em abastecer os municípios. Assim vamos precisar buscar água de muito longe", alertou.
Fonte: G1
Comemoramos hoje, 5 de junho, o dia Mundial do Meio Ambiente.
O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
Celebrado anualmente, desde então, no dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente cataliza a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
Os principais objetivos das comemorações são:
1. Mostrar o lado humano das questões ambientais;
2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.
Em 2011, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –PNUMA elegeu a Índia como país-anfitrião. A Índia é uma das economías que mais cresce no mundo e que está adotando um processo de transição para uma “economia verde”. Este ano, Mumbai e Nova Deli serão palco da celebração, que irá enfatizar como as ações individuais podem ter impactos exponenciais, com uma variedade de atividades, como: plantar árvores em escolas, dias sem carro, concurso de fotografias sobre as florestas, viagens para a observação de aves, limpezas de parques, exposições, entre outras.
O tema deste ano é Florestas: a Natureza a Seu Serviço.
Florestas cobrem um terço da área terrestre, realizando serviços e funções vitais para o mundo todo, o que torna o nosso planeta vivo e com possibilidades. De fato, 1,6 bilhão de pessoas dependem de florestas para subsistência. Elas têm um papel fundamental na nossa batalha contra a mudança do clima, pois liberam oxigênio na atmosfera e armazenam dióxido de carbono.
Florestas alimentam os nossos rios e são essenciais para o abastecimento de água de cerca de 50% das maiores cidades do mundo. Elas criam e mantém a fertilidade do solo, ajudam a regular o impacto de tempestades, enchentes e incêndios.
Florestas são o ecossistema mais biologicamente diverso da terra, lar de mais da metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos. Além disso, as florestas fornecem abrigo, emprego, segurança e relevância cultural para populações dependentes. Elas são os pulmões da terra, vitais para a sobrevivência de cada uma das sete bilhões de pessoas do mundo.
As florestas incorporam muito do que há de melhor e mais forte nas nossa vidas. Mesmo assim, apesar de todos os inestimáveis benefícios ecológicos, econômicos e para a saúde, estamos destruindo as florestas das quais dependemos para viver e respirar.
O desmatamento global continua em um ritmo alarmante – a cada ano, 13 milhões de hectares de florestas são destruídos, o que equivale ao tamanho de Portugal.
Investimentos de curto prazo para benefícios imediatos (ex., corte de madeira) compõem essas perdas. Populações que dependem diretamente das florestas para subsistência estão enfrentando dificuldades para sobreviver. Muitas espécies preciosas estão em risco de extinção. A biodiversidade está sendo destruída. Além do mais, economistas do mundo todo já provaram que os países e as empresas pagam um preço caro por não integrar valores florestais em seus orçamentos. Um preço que nos deixa mais pobres por colocar em risco os nosso sistemas de sustento à vida.
Mas essa tendência não é irreversível. Não é tarde para tentar tornar o nosso futuro mais verde, onde florestas são essenciais para o desenvolvimento sustentável e a economia verde.
A conservação e expansão das florestas deve ser reconhecida como uma oportunidade de negócios. Se agregarmos esse conceito, um investimento de US$30 bilhões para combater o desmatamento e a degradação poderia dar um retorno de US$2,5 trilhões em novos produtos e serviços.
Ademais, investimentos em silvicultura poderia gerar até 10 milhões de novos empregos no mundo todo. Desde já, muitos líderes estão percebendo o potencial da energia renovável e dos bens e serviços fornecidos pela natureza, mas, para que as transformações aconteçam, as florestas precisam se tornar uma prioridade política.
Os serviços providos pelas florestas são essenciais para todo aspecto da qualidade de vida. E a resposta para o manejo sustentável de florestas, rumo à uma economia verde, está nas nossas mãos.
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –PNUMA
Os vereadores de Sorocaba aprovaram nesta terça-feira (26), projeto de lei do IPTU Ecológico. A proposta é dar desconto de 10% no Imposto Predial Territorial Urbano para novas construções consideradas sustentáveis.
Segundo o projeto, que estabelece uma série de normas, para que um imóvel residencial seja beneficiado com o desconto, ele terá que apresentar, entre outras medidas, sistema de captação de água da chuva; sistema de reuso de água; sistema de aquecimento hidráulico-solar; sistema de aquecimento elétrico-solar; materiais sustentáveis e calçadas verdes. E, no caso de condomínios residenciais e prédios, também terá que ter coleta seletiva e destinação dos resíduos sólidos para empresas ou cooperativas de reciclagem.
Fonte: Bom dia
Calhas
Acessórios


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